15 de maio de 2012

Básico indispensável

Todo primeiro sábado do mês, a feira de antiguidades da Rua do Lavradio, é tradição na Lapa. É de enlouquecer. Neste mês, fui até lá, fiz umas comprinhas, comi e bebi. Antes de começar o “bate perna”, sugiro comer alguns pastéizinhos no Antonio’s, bar que fica bem na esquina da Lavradio com a Mem de Sá, assim você já começa a busca por raridades de barriga cheia. Provei as versões “Palmito com brócolis” e “Napolitano”. A primeira, bastante light. Os pastéis custam de R$ 4,00 a R$ 6,00.

Pastéis diversos: saborosos

Pastéis diversos: saborosos

Palmito com brócolis

Palmito com brócolis

Posicionado bem no início da feira: você começa com energia e bem alimentado

Posicionado bem no início da feira: você começa com energia e bem alimentado

Coração da feira: bares lotados

Coração da feira: bares lotados

Antonio´s Bar
Rua Mem de Sá , 88 – Centro – Rio de Janeiro , RJ

Arquivado em: Sem categoria — viviane massi @ 22:40

5 de maio de 2012

Como quem não quer nada

Se estiver por Ipanema, próximo à Praça Nossa Senhora da Paz, andando sem compromisso, como quem não quer nada, vá ao Botequim Informal e prove o Bolinho de Aipim com Carne Seca e Queijo Cremoso (R$ 10,00 – 2 unidades).

Bolinho de aipim

Bolinho de aipim

De sobremesa, Cumbuca de Brigadeiro quente (R$ 9,90). Divino.

Tentação que queima a língua: cuidado

Tentação que queima a língua: cuidado

A casa serve feijoada sábado, domingo e feriado por R$ 29,90. Pague e coma à vontade.

Fiquei com vontade de provar Moela Alcoolizada ao Vinho com Ervas e Páprica (R$ 16,90), acompanhada de cesta de pães. Há muitas outras opções interessantes de petiscos, como a Porção de Jiló frito (R$ 8,90) e a Acepipes (você monta a seleção de aperitivos, que vão do tomate seco e conservas a frios e queijos – R$ 27,90).

O chopp é Brahma (R$ 4,00).

Fachada: fumantes na área externa

Fachada: fumantes na área externa



Botequim Informal
Barão da Torre, 348
Ipanema

Arquivado em: Bar, Rio de Janeiro — Tags: — viviane massi @ 20:34

Salve Minas!

Me dá de comer, mineira,
Tempera o tutu paixão.
Já mandei fazer a feira,
Já botei lenha no fogão.
Carrega no cheiro, mineira,
Faz como só você faz:
Mata essa minha vontade,
Que eu tô com saudade
De Minas Gerais.


Trecho da música Comida Mineira
Toninho Geraes e Paulinho Rezende

Sempre que penso em Minas, penso em poesia. E aí está minha homenagem antes de começar esta crítica, que é sobre a comida mineira. Estive em Juiz de Fora. Na volta para casa, almocei no Salvaterra, restaurante localizado logo na entrada da cidade. É quase inacreditável o fato de que morei na cidade mineira por cinco anos e nunca estive no Salvaterra. Á época, na verdade, meus recursos se limitavam ao “bandejão” da universidade, e olhe lá.

Fachada: grande área para estacionamento gratuito

Fachada: grande área para estacionamento gratuito

Rústico, o restaurante abriga também uma loja com os tradicionais artesanatos de Minas Gerais: as namoradeiras, as galinhas d’angola, as canecas esmaltadas. Como não poderia faltar, o visitante encontra doces caseiros, licores e cachaças artesanais.

Loja do restaurante

Loja do restaurante

Doce gigante de abóbora, vendido a quilo

Doce gigante de abóbora, vendido a quilo

Cachaças da lojinha

Cachaças da lojinha

No restaurante, há uma pequena adega de vinhos a preços bastante acessíveis. Os pratos também não são caros, considerando a fartura, muito comum na comida mineira. Pedimos dois pratos, já que éramos quatro pessoas: Feijão Tropeiro (lombo, costela, linguiça, torresmo e arroz branco – R$ 58,00) e Tutu à Mineira (lombo, couve, linguiça, ovo e arroz branco – R$ 49,90). Mas aqui fica a dica: os pratos são enormes. Se você e as pessoas que te acompanham comem pouco, avalie a possibilidade de pedir um prato só. Do que pedimos, sobrou muito e levamos três quentinhas para casa.

Interior do restaurante

Interior do restaurante

Feijão tropeiro

Feijão tropeiro

Tutu à Mineira

Tutu à Mineira

Agora, uma dica para o restaurante (não só para este, para todos): por favor, orientem seus garçons a explicarem honestamente ao cliente qual o tamanho do prato. Se o garçom tiver dificuldade, é só mostrar onde a comida será servida. Assim, o cliente poderá decidir com mais clareza quantos pratos pedir.

Sobre a comida, estava deliciosa. Minas, dificilmente, decepciona. A fartura dos pratos faz com que os preços do Salvaterra tenham um excelente custo-benefício.

Adega da casa: ao alcance do cliente

Adega da casa: ao alcance do cliente

De sobremesa, a simplicidade do doce de leite com queijo fresco.

Salvaterra
Rod. Br-040, s/n
Salvaterra, Juiz de Fora – MG

Arquivado em: Comida mineira — Tags: — viviane massi @ 19:53

22 de abril de 2012

Um mundo de cervejas e outras coisas

Na última terça-feira (18/04), estive em mais um evento do Kekanto, desta vez na Lapa (nossa, como o Vatel tem frequentado a Lapa ultimamente). O encontro dos veteranos e dos novos kekanteiros foi no Espaço Lapa Café, um local que mistura bebida, comida e arte. Isso mesmo, arte. No local, há shows, pista de dança, quadros, livros, exposições de objetos de decoração, um verdadeiro mix.

O bar, um casarão de 1902, tem mais de 400 marcas de cerveja do mundo todo, pra todos os gostos. No cardápio, quiche, empadão, tortas e doces, sanduíches, menu executivo e petiscos diversos.

O menu Cumbuquinhas foi o que mais me chamou a atenção. Eu comi esta deliciosa Feijoadinha (R$ 12,00), mas há também Escondidinho de Carne Seca (R$ 12,00), Escondidinho de Linguiça (R$ 12,00), Achado de Bacalhau (R$ 17,50), Caldinho de Feijão Branco com Camarão (R$ 10,50), entre outros. Tudo bem pequenino, mas saboroso.

Feijoadinha

Feijoadinha

Infelizmente, não provei nenhuma cerveja. Não conseguimos estar bem os 365 dias do ano.
Uma amiga tomou esta aí e adorou.

DSC04322_baixa

O mais gostoso do lugar é a “desorganização”, no bom sentido, claro. Tanta coisa em volta de você acaba criando um clima “at home”.

Parte do ambiente

Parte do ambiente

Os shows são cobrados à parte.

Fundos do café, onde acontecem os shows

Fundos do café, onde acontecem os shows

O jipe está dentro do café, e o caixa de pagamento está atrás dele. No mínimo, inusitado

O jipe está dentro do café, e o caixa de pagamento está atrás dele. No mínimo, inusitado

Do ponto de vista negativo, uma observação: o atendimento é um pouco demorado, mas isso porque são poucos garçons. Eu só me lembre de ter visto dois.

Av. Gomes Freire, 457 – Centro, RJ
Tel.: (21) 3971-6812

Arquivado em: Bar, Rio de Janeiro — Tags: — viviane massi @ 20:16

11 de abril de 2012

No quadrilátero cultural da Lapa

Houve um tempo, acho que há uns 10 anos, em que a Lapa era meu destino todos os sábados. Eu trabalhava em uma loja como vendedora de roupas (vejam só) e saí de lá direto para o bairro mais boêmio do Rio. Na verdade, naquela época, eu acabara de chegar à cidade maravilhosa, vindo da mineira carioca do brejo. Não sou eu quem a chama assim, mas Juiz de Fora é quase “internacionalmente” conhecida como uma cidade que queria ser o Rio de Janeiro. Pra mim, isso não faz diferença. Ela me abrigou por cinco anos, cumprindo um excelente papel de anfitriã. Portanto, carioca do brejo ou não, Juiz de Fora tem seu charme e já passou pelo blog.

Mas estou aqui para falar da Lapa, da tradicional Lapa, com suas principais ruas – Mem de Sá e Riachuelo – abarrotadas às sextas e sábados, com filas nas mais famosas casas de samba do Rio, como Carioca da Gema e Sacrilégio. Como a democracia é uma bandeira que está sempre hasteada na Lapa, há o alternativo Circo Voador, minha casa de shows preferida. Ver Pitty lá é sempre uma experiência inesquecível.

Mas neste dia fomos conhecer o Mistura Carioca, que fica na Gomes Freire. A casa, como se pode esperar, é um antigo casarão, onde viveu Cândido Portinari, pintor e expressão da arte brasileira. Tem fachada conservada e uma simpática (apesar de pequena) área externa. Logo na entrada, algumas mesas estão dispostas para receber os clientes que querem apreciar o frescor da noite (isso saiu meio cafona), em local aberto, principalmente fumantes.

Um grupo de samba já tocava quando chegamos. A casa estava lotada e só havia mesa no segundo andar. Lá fomos nós. Eu, a esta altura do campeonato, já sabia que tínhamos feito uma boa escolha. Ficamos com uma mesa redonda, no canto do salão, de frente para o telão onde o show que rolava no térreo era transmitido. Neste salão superior há uma área (não se pode chamar de pista) onde é possível dançar, algumas mesas, a redonda onde estávamos e um (digamos) lounge, com poltronas brancas confortáveis e uma mesa de centro. Claro que fui atraída pra lá, mas os sofás já estavam ocupados. Pé direito alto, portas e janelas de madeira, tijolo à vista: tudo é rústico e decorado com bom gosto (apesar de isso ser bem pessoal).

Segundo piso

Segundo piso

Show de samba

Show de samba

Os convidativos sofás

Os convidativos sofás

Começamos pela carta de bebidas, que possui cachaças, vinhos, espumantes, destilados, drinks, coquetéis. A Piña Colada custa R$ 16,90, mesmo preço da dose de tequila. Para os cervejeiros, Skol a R$ 4,90, Bohemia long neck a R$ 7,00 e chopp a R$ 5,40. Eu pedi um Caipisaquê de morango (R$ 16,90).

O cardápio da casa traz os petiscos tradicionais, com destaque para os pastéis. Pedimos uma porção de pastel de camarão, por R$ 20,00 (7 unidades) e minipastéis de feijoada (viraram moda depois que as chefs do Aconchego Carioca criaram esta obra-prima da culinária), por R$ 20,00 (20 unidades). Estes últimos são deliciosos, principalmente se você coloca uma gotinha de pimenta Tabasco.

Minipastéis de feijoada

Minipastéis de feijoada

O caldinho de feijão, pau pra toda obra, sai por R$ 12,00. Mas há também sanduíches de filé mignon com fritas (R$ 34,90) e outros sabores.

Detalhe do casarão

Detalhe do casarão

Primeiro andar

Primeiro andar

A casa faz reserva para aniversários, tem ar condicionado e, além do consumo, a entrada custa R$ 25,00. O estacionamento ao lado funciona 24 horas, e há táxi na porta. Aceita os principais cartões de crédito e débito.

Mistura Carioca
Av. Gomes Freira, 769, Lapa
Tel. (21) 7726-2206
http://www.misturacarioca.net/

Arquivado em: Bar, Rio de Janeiro — Tags: — viviane massi @ 21:16

1 de abril de 2012

Comprar e comer (ou seria o contrário) na Feira Hype

Neste final de semana (31 e 01/2012), está acontecendo a Babilônia Feira Hype 2012, no Jockey Club, na Gávea. Então, se você tiver sorte de ler esta resenha agora, ainda dá tempo de correr lá e aproveitar.

O evento estava alguns anos sem acontecer, mas parece que agora voltou com força total. Que bom! A feira reúne marcas que estão começando agora no mercado fashion e precisam de espaço para mostrar seu trabalho. A Feira Hype já lançou marcas como Farm, Via Mia, Espaço Fashion e Constança Basto.

Há muita coisa interessante para ver e comprar, e depois de fazer algumas comprinhas, a praça de alimentação está lá para matar aquela fome que aparece depois de bater pernas. Cerca de 10 quiosques oferecem opções salgadas e doces. Eu provei o Yakisoba do Tatuí, que tem as tradicionais opções do prato chinês. O vegetariano custa R$ 12,00, e o mais caro é o de Camarão: R$ 25,00. O melhor é acompanhar os dois cozinheiros fazendo tudo ali, na sua frente. O chato é ter que esperar em pé até que eles façam o seu pedido. Mas tá valendo, porque fica pronto em alguns minutos.

A arte de fazer um yakisoba: barraca Yakisoba do Tatuí

A arte de fazer um yakisoba: barraca Yakisoba do Tatuí

Na barraca Pancrepe, estão opções interessantes de crepe, como o Genipabu (carne seca, creme de aipim e creme de catupiry – R$ 16,00). Uma cliente que comprava na hora da minha “investigação” disse que o sabor peito de peru com abacaxi e queijo minas (R$ 14,00) também é muito saboroso.

Preparo do crepe na barraca Pancrepe

Preparo do crepe na barraca Pancrepe

Pra quem gosta de quiches, há o box da Quicherie, uma fábrica artesal que faz entregas em casa. A quiche pequena sai por R$ 6,00 e a grande por R$ 12,00. Provei a Lorraine, de presunto e musssarela, mas depois vi que deveria ter comido a de damasco com cream cheese.

Quiches

Quiches

Equipe da Quicherie feliz da vida com as vendas

Equipe da Quicherie feliz da vida com as vendas

De sobremesa, que tal uma tapioca? Descobri o Antônio Alonso, um funcionário público que está dando os primeiros passos na área da gastronomia. Esta é a primeira vez que ele participa de uma feira com a sua saborosa tapioca, envolvida por uma folha de bananeira (devidamente higienizada). Há sabores de chocolate, brigadeiro com banana, queijo e goiabada, entre outros. No box da Tapioquiniquim, o cliente pode montar sua tapioca com quantos ingredientes quiser, pelo mesmo preço: R$ 6,00 a pequena e R$ 12,00 a grande. Eu provei a tapioca de brigadeiro com banana. Deliciosa.

As gostosas e simpáticas tapiocas da Tapioquiniquim

As gostosas e simpáticas tapiocas da Tapioquiniquim

Antônio Alonso: do funcionalismo público para a cozinha

Antônio Alonso: do funcionalismo público para a cozinha

A Páscoa está aí. E que tal um ovo de pão de mel? Quem faz é a Bel Souza. O grande, de meio quilo, custa R$ 41,00, e o pequeno, de 250 gramas, sai por R$ 29,00.

Ovos da Páscoa de Pão de Mel, feitos por Bel Souza

Ovos da Páscoa de Pão de Mel, feitos por Bel Souza

Portanto, corra lá que ainda dá tempo. A Feira Hype funciona de 12h a 22h, e o ingresso custa apenas R$ 10,00. Estudantes e idosos pagam meia entrada.

Babilônia Feira Hype. Praça Santos Dumont, 31, Gávea (Jockey Club, tribuna C)
Tel. (21) 2267-0066.
Dias 31 de março e 1º de abril de 2012
Das 12h às 22h. Entrada: R$ 10,00

Arquivado em: Festivais, Rio de Janeiro — Tags: — viviane massi @ 13:19

24 de março de 2012

Cervejas e quadrinhos

É prazeroso conhecer bares e restaurantes que fogem ao lugar comum. Sim, porque é sempre a mesma coisa. As choperias são quase todas iguais e aí fica tudo muito chato.

Como sou uma menina, lá nos meus 35 aninhos, de sorte, conheci, no dia 19/03, o Gibeer, pub escondido na Lopes Quintas, no Jardim Botânico. Estive lá a convite do Kekanto, pra provar que sou uma menina de sorte.

Bar do Gibeer

Bar do Gibeer

O nome é uma brincadeira com as palavras “gibi” e “beer” (cerveja em inglês). O pub é uma espécie de homenagem aos amantes dos quadrinhos, tanto que pelas paredes é possível ver cartazes de vários personagens de desenhos animados, como Tom & Jerry, por exemplo (que saudade do desenho!).

Decoração do pub

Decoração do pub

A casa tem diversos rótulos de cervejas importadas. Por ser evento do Kekanto, o “comes e bebes” é previamente acertado com a casa. Bebemos o chopp Viena, produzido pela cervejaria Röter Brauhof, localizada em Barra do Piraí, mas a matéria-prima vem da Alemanhã. A caneca sai por R$ 9,50. Cerveja e chopp artesanais não são muito minha praia, mas eu gostei. Vale a pena experimentar.

Outra opção é a Caipivodka de Lima da Pérsia (R$ 13,50). Essa, sim, eu tomei 3 (ops, 2 e meia). O pub tem cachaças e outros drinks.

Para comer, alguns petiscos. O tradicional pastel de queijo com ervas (porção com 6 uni R$17,90) me deu um susto com senti o sabor e o aroma da erva alecrim. Adorei a ideia. Combinou perfeitamente.

Vejam a descrição dos pratos nas fotos.

Croquete de carne servido com mostarda escura (8 uni R$ 21,50)

Croquete de carne servido com mostarda escura (8 uni R$ 21,50)

Kibe de picanha (porção com 8 uni R$23,90)

Kibe de picanha (porção com 8 uni R$23,90)

Para deixar a galera do Kekanto ainda mais descontraída depois de umas e outras, a casa deixou à disposição o Rock Band, série popular de videogames do gênero musical. A série ficou conhecida por ter sido a primeira do estilo jogo musical que permitia o uso de guitarras, bateria e microfone, podendo ser jogado em até 4 jogadores. Bem que eu tentei fugir, mas não consegui. Tive que desafinar. Um fiasco. Mas era tudo diversão mesmo, então estava valendo. Em dias normais, o videogame não está disponível para não atrapalhar a clientela.

Sino do bar

Sino do bar

Gibeer
Lopes Quintas, 158
Jardim Botânico
Rio de Janeiro

Arquivado em: Bar, Rio de Janeiro — viviane massi @ 19:08

18 de março de 2012

Almoço no Da Silva

Ontem (18/03/2012), saí de casa para bater perna no Botafogo Praia Shopping sem almoçar.

Seguindo para a praça de alimentação, dei de cara com o Da Silva, restaurante de comida portuguesa. Alguns amigos já haviam falado deste restaurante várias vezes, mas nunca dei muita bola. Ontem, surgiu a oportunidade.

Durante o dia, o Da Silva serve comida a quilo (R$ 79,00 o quilo). À noite, a la carte. Comi arroz com polvo e gorgonzola, camarões no vapor, lula à dore e legumes cozidos. O arroz estava com um leve sabor de queimado. Sabe quando agarra um pouquinho no fundo da panela? Pois é, estava com esse sabor. Só não sei dizer se foi proposital ou acidental. Os camarões foram cozidos com alecrim (adoro essa erva), dando um aroma e um sabor extraordinários. As lulas estavam macias. Sei o quanto é difícil deixar a lula no ponto, mas elas estavam maravilhosas.

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Para jantar, das 17h à meia-noite, o menu tem boas opções. Eu fiquei com vontade de provar o “Tentáculos de polvo ao molho de damasco e arroz de passas” (R$ 45,00). Há uma parte somente de Especialidades Portuguesas, como o “Lombo de bacalhau Da Silva” (R$ 78,00).

O preço das massas varia de R$ 25,00 a R$ 29,00. Em relação às pizzas, há diversos sabores, todos feitos por um pizzaiolo com mais de 20 anos de experiência. A mais cara sai por R$ 38,00 e serve 8 fatias.

Buffet a quilo do Da Silva

Buffet a quilo do Da Silva

O cardápio também tem alguns petiscos chamados de Tapas. Para fechar, as sobremesas portuguesas: Pudim de Tapioca (provei e amei), Encharcada de Ovos, Ovos Moles com Canela, Siricaia, Ovos Nevados, Quindão, muitas outras.

Doces portugueses

Doces portugueses

Para beber, a casa serve chopp Brahma (R$ 5,00). O suco natural sai por R$ 6,00. Entre as bebidas, há ainda vinho e whisky.

Detalhe: o Da Silva não cobra 10%. Se quiser dar uma gorjeta, tem que ser entre você e o garçom. O que me atendeu, por sinal, foi muito gentil, explicou com paciência tudo o que perguntei.

R$ 79,00 o quilo

R$ 79,00 o quilo


Da Silva
Botafogo Praia Shopping
Botafogo

Arquivado em: Sem categoria — viviane massi @ 21:07

3 de março de 2012

Na cave da Palace

Só mesmo o Kekanto para me tirar de casa e me levar a uma churrascaria. Particularmente, os ambientes de uma churrascaria não me agradam muito: são grandes, claros demais, com muitas mesas, muitas pessoas ao mesmo tempo, famílias com crianças e grupos enormes. Com exceção dos eventos, claro, que são ocasiões especiais, quando saio para comer prefiro lugares menores, mais intimistas. Além disso, há o fato de que não sou apreciadora de carnes.

Mas eis que o sétimo evento do Kekanto no Rio de Janeiro foi em uma churrascaria, na Churrascaria Palace. Uma grande experiência gastronômica, muito em função da simpatia e do talento do chef de carnes Antônio, mais conhecido como Índio, e das pessoas com as quais convivi. Comes e bebes à parte, Índio foi a estrela da noite ao apresentar aos kekanteiros cada carne que servia. “Para cada tipo, há um tempero”, explicava ele quantas vezes eu me atrevesse a perguntar. “Em todas elas, uso cerveja para levar o sal para dentro da carne”, completava, em seu universo particular.

Chef de carnes: o maranhense Índio

Chef de carnes: o maranhense Índio

Índio é o diferencial da Churrascaria Palace, e que bom que ele estava lá para mudar um pouquinho meu conceito sobre churrascarias. O chef maranhense fala com paixão do trabalho, que começou ainda muito jovem em São Paulo. No Rio, está há mais de 20 anos: sete deles no Marius e os dois últimos dedicados à Palace.

O evento do Kekanto foi em uma sala reservada, com pé direito baixo, fazendo lembrar uma cave. Pelas paredes, vinhos e outras bebidas reforçavam ainda mais essa sensação. O anfitrião da noite foi o próprio herdeiro do negócio: Antônio Saraiva. Atencioso e simpático, conversou comigo longos minutos sobre a proposta do restaurante. “Somos uma casa típica carioca, com o clima de Copacabana e a Bossa Nova. Nossa propaganda é o boca a boca e não nos consideramos uma churrascaria no sentido clássico. Inclusive, não queremos filiais para não perder essas características”, entrega ele.

Antônio Saraiva, dono da churrascaria, e a chef Marcia Pedroza

Antônio Saraiva, dono da churrascaria, e a chef Marcia Pedroza

Parte da sala reservada onde aconteceu o evento do Kekanto

Parte da sala reservada onde aconteceu o evento do Kekanto

Detalhe da sala que estou chamando de "cave"

O restaurante tem diversos festivais ao longo do ano. Neste mês de março, haverá um de costelas, e no final do ano outro bem mais especial: peixes da Amazônia. Vale a pena conferir, e o preço do rodízio sai por apenas R$ 65,00. Excelente relação custo-benefício, levando em conta as deliciosas carnes preparadas pelo chef Índio, que já se ofereceu para abrir a cozinha dele para o Vatel.

Interior do restaurante

Interior do restaurante

Com 60 anos de existência, a Churrascaria Palace ostenta em seu salão principal um quadro chamado “Santa Ceia da Bossa”, com as caricaturas dos principais nomes da Bossa Nova. Vinícius de Moraes é Jesus, e os outros, seus discípulos. Entre eles, Tom Jobim, Nara Leão, João Gilberto e Elizeth Cardoso. Os cantores e compositores foram selecionados pelo próprio Antônio Saraiva e desenhados pelo cartunista Carlinhos Muller. Todos os dias, há shows de Bossa Nova na casa.

Santa Ceia da Bossa

Santa Ceia da Bossa

Foi uma noite de muita fartura. Como sempre, não há como fazer uma avaliação do serviço e da comida de forma totalmente isenta porque estávamos no evento do Kekanto, mas, pela emoção com que o chef Índio referia-se aos pratos preparados, vou arriscar e dizer que sim, acredito que a qualidade das carnes seja aquela mesma, todos os dias da vida da Churrascaria Palace desde que Índio assumiu o comando.

Parte da decoração com garrafas variadas

Parte da decoração com garrafas variadas

O rodízio da casa inclui 30 tipos de carnes, peixes e frutos do mar. Oferece também um sushi-bar onde são preparados na hora os pratos japoneses. Nós comemos (aquilo foi muito mais que uma degustação) peixe Pintado assado na brasa, Avestruz, Javali, Cordeiro, Picanha, Costela Bovina (veja nas fotos as descrições dos pratos). Provei todas elas. A costela levou 12 horas para ser preparada. Um espetáculo de sabor e textura. Mas a carne da qual mais gostei foi o cordeiro com molho de hortelã. Simplesmente divino. Índio é expert em carnes exóticas. E isso é um grande diferencial da casa.

Carne de avestruz

Carne de avestruz

Cordeiro com molho de hortelã

Cordeiro com molho de hortelã

Costela bovina que levou 12 horas para ser preparada

Costela bovina que levou 12 horas para ser preparada

De sobremesa (além da Torta Ópera que ganhei de aniversário do Kekanto, com direito a parabéns), comemos mousse de tapioca com frutas vermelhas. Meu Deus, o que era aquilo?! Delicioso. Equilibrado, pouco doce.

Mousse de tapioca com frutas vermelhas

Mousse de tapioca com frutas vermelhas

Estava esquecendo um detalhe importante: todas as carnes foram harmonizadas com espumante, vinho e cerveja. Eu estava decidida a não exagerar no álcool, portanto, não vou saber dizer qual prato foi harmonizado com o quê, mas posso citar algumas bebidas: Prosecco Donelli brut (Itália), Baden Baden Weiss, Alamos Chardonnay 2010 (Argentina), Eisenbahn Pale Ale, Novas Emiliana Gran Reserva 2009 (Chile) e Devassa Ruiva. Com a sobremesa, serviram Moscatto di Noto 2006 (Itália). Apreciei demais o Prosecco. Não se preocupe. Quando for à Churrascaria Palace, o maitre Marcelo saberá muito bem o que lhe indicar em cada caso.

Para fechar, o ar condicionado da casa é excelente e segura o calorzão do Rio. O banheiro tem lugar para trocar as fraldas dos bebês e uma poltrona para as cansadas de plantão tirarem os saltos por alguns segundos. Há também wifi para os clientes.

Adorei a poltrona no banheiro

Adorei a poltrona no banheiro


Churrascaria Palace
Rua Rodolfo Dantas, 16
Ao lado do Copacabana Palace
(21) 2541-5898

Arquivado em: Sem categoria — viviane massi @ 18:50

22 de fevereiro de 2012

O pouco que vale muito

Uma das melhores coisas que me aconteceram em 2011 foi participar da comunidade Kekanto. Por meio dela, conheci pessoas adoráveis, que quero manter próximas por muitos e longos anos.

Pela primeira vez, saí com os kekanteiros sem ser em um evento oficial do Kekanto. Combinamos e fomos… direto para o inaugurado Irajá Gastrô, em Botafogo, alguns dias antes do Carnaval.

O restaurante tem duas áreas principais: um lounge logo na entrada, com sofás e mesas de centro, onde podemos beber e degustar alguns petiscos; e outra ao fundo, com mesas tradicionais para uma boa refeição.

A decoração do lounge é de alto nível, mas alto mesmo é o pé direito da casa, com um telhado iluminado com pequenas lâmpadas, conferindo um charme a mais para o local. Ali mesmo está a adega do restaurante, com várias opções de vinho.

Lounge

Lounge

Em um canto, há uma pequena estante com livros para quem arrisca um programa sozinho. Por que não sentar, beber e ler? Adorei a possibilidade libertadora.

Mini biblioteca

Mini biblioteca

O acesso aos fundos, onde estão as mesas, é por um corredor charmoso, por onde também é possível ver parte da cozinha. A área onde estão as mesas é reserva e acolhedora, principalmente para casais. Em grupo, o lounge é mais convidativo, com sofás confortáveis.

Olhei a carta de drinks e não me senti encorajada a prová-los, talvez pelos preços, que podem chegar a R$ 29,00. Por isso, a velha e boa Bohemia foi a companhia da noite.

Fomos para os petiscos. Provamos vários. Veja abaixo a descrição de cada um deles. Um detalhe importante: as comidinhas são, na minha opinião, muito pequenas, salvo a Burrata, que veio relativamente farta.

Croquetashion (croquetes de carne assada com mostarda escura quente - R$ 18,00)

Croquetashion (croquetes de carne assada com mostarda escura quente - R$ 18,00)

Steak Tartare Gema (com caviar e tempurá de shitake - R$ 26,00)

Steak Tartare Gema (com caviar e tempurá de shitake - R$ 26,00)

Pão de queijo de tapioca com coulis de damasco - R$ 16,00) Adorei.

Pão de queijo de tapioca com coulis de damasco - R$ 16,00) Adorei.

Burrata (com beringela "Agrodolce", tartare de tomate e pão do dia - R$ 38,00)

De prato principal, pedimos Camarão à Galega (com polvo e linguiça – R$ 64,00). Veja abaixo.

Delicioso

Delicioso

O Irajá pertence a três donos, entre eles Pedro de Artagão, chef que começou a carreira com José Hugo Celidônio e já passou pelas cozinhas de Flavia Quaresma e Rolland Villard.

O atendimento foi nota 10. Fora o contratempo de “quase ficar presa no banheiro” por conta da fechadura que saiu na minha mão, foi tudo perfeito. Meninas, melhor levar o celular para o banheiro em caso de alguma emergência parecida.

Apesar do preço puxado, a comida é de excelente qualidade. Faça uma economia e visite o Irajá.


Irajá Gastrô
Rua Conde de Irajá, 109
Botafogo
Somente de terça a sábado
http://www.irajagastro.com.br

Arquivado em: Comida contemporânea, Rio de Janeiro — Tags: — viviane massi @ 20:55
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